
O tempo nada esquece. Impossível extrair pensamentos que remetem ao passado, tudo o que é doloroso permanece gravado assim como o que é bom. A alma é uma linha recta perpendicular à mente que acaba por concretizar um ângulo recto constituindo assim todas as memórias guardadas e vivência-das, naturalmente impossíveis de eliminar. O tempo é a cura. Vão decorrendo vinte e quatro horas, formam um dia e por conseguinte aglomeram-se e passam semanas, meses, anos. O tempo é vasto e escasso só o é quando não controlado, só assim se escapa por entre os dedos. Assim como Lavoisier destaca «Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma» e o tempo é o principal agente que conduz à transformação, é a oportunidade ofertada para reflexão, sarar feridas e desenhar uma porta que leva a seguir um rumo juntamente com todos os bocados que nos constituem, os bons, os maus e ajusta-os para etapas seguintes.
O tempo é longo e passo a passo vai-se chegar à porta que todos querem alcançar!
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