Deslindo os meus fantasmas, faço face a um presente incógnito cujo caminho é um mar onde embarco e me deixo levar. No mar imenso reflectida encontra-se a minha imagem à qual mal reconheço. Perdida, reconforto-me procurando pedaços de mim espalhados pelo convés cuja procura é dificultada pelos ventos e chuvas fortes, que levam os meus pertences para fora do meu alcance. Forte o suficiente para enfrentar a tempestade, sem respostas para me esclarecer, simplesmente bamboleio-me correspondendo ao movimento que as ondas insistem em fazer. Memórias surgem como relampagos que surgem do manto escuro sobre a minha cabeça. Como uma criança espero a chegada ao meu cais, contando todos os instantes aniosamente.

Adorei (:
ResponderEliminarLindo mm !